terça-feira, 12 de junho de 2012

Capitães da Areia





Autor: Jorge Amado
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 




















Escrito por Jorge Amado e publicado em 1937, Capitães da Areia é o sexto livro do romancista. Descreve a história de meninos abandonados e marginalizados. A narrativa envolve Pedro Bala, líder dos “capitães”, filho de um grevista morto pela polícia, com um tiro. Vivendo em torno dele, outros meninos, como Sem-Pernas, João Grande, Professor, Gato, Querido-de-Deus e Pirulito, dentre outros. Eles habitavam as ruínas de um velho trapiche no cais do porto e que para conseguirem sua sobrevivência realizavam assaltos pela cidade. A obra vem antecedida por uma sequencia de reportagens onde são apresentadas aos leitores os meninos de rua segundo a visão da sociedade, da polícia e da imprensa: como um grupo de menores abandonados que eram marginalizados.
Assim como os outros livros de Jorge Amado, Capitães da Areia foca em um problema social, os meninos de rua. O autor mostra para o leitor toda a realidade desses moleques que tem que aprender a sobreviver em meio a uma cidade cheia de perigos. Jorge trás durante toda a narrativa gírias e vocabulários desses garotos. É interessante lembra, também, que durante todo o livro não há uma figura materna, e os meninos tentam não ser pegos e levados para o reformatório, local mais temido por eles. A sensação de liberdade, de perigo e o instinto de proteção com os companheiros de grupo são uns dos destaques da obra. 


Beijinhoooss,
@Tici_Santiago
P.S.: Não se esqueçam de comentar!!!

domingo, 3 de junho de 2012

A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água




Autor: Jorge Amado
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 92 páginas

"No meio da confusão
Ouviu-se Quincas dizer:
'Me enterro como entender
Na hora que resolver.
Podem guardar seu caixão
Para melhor ocasião.
Não vou deixar me prender
Em cova rasa no chão.'
E foi impossível saber
O resto da sua oração."











Quincas era um vagabundo muito famoso que renegou a família para viver pelos bares e ladeiras do Pelourinho. Certo dia foi dito como morto, a sua família desejava fazer um velório calmo e no dia seguinte enterrar Joaquim Soares da Cunha. Mas, para a infelicidade dos familiares de Joaquim, os amigos cachaceiros do defunto decidiram aparecer, ficaram lá até a noite, acabaram dizendo para os familiares que cuidariam do morto durante a noite enquanto os parentes de Quincas descansavam. Com o tédio decidiram começar a beber e acabaram por levar o amigo morto a um passeio pelo Pelourinho e depois o levaram para um barco, onde dizem que ocorreu a real morte de Quincas Berro D’Água.
A novela escrita por Jorge Amado e publicada em 1959, conta de forma divertida as tantas mortes de Quincas Berro D’Água. Um homem que trocou uma vida em família para viver em bares e cabarés do Pelourinho, em Salvador, conhecido por todas as ladeiras, era o PAI dos vagabundos, causando vergonha a sua família. Jorge consegue fazer o leitor rir e se divertir com as situações em que Berro D’Água e seus amigos se metem.
O livro está na lista de livros obrigatórios da UNEB.



Beijinhoooss,
@Tici_Santiago
P.S.: Não se esqueçam de comentar!!!



A Carolina


Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.

Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs um mundo inteiro.

Trago-te flores, — restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora morto nos deixa separados.

Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.

Machado de Assis

Beijoooss
@Tici_Santiago

P.S.: Uma homenagem a minha amiga Carol!!!
P.S.:² Mais tarde tem mais post!!!!